quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

É o que eu sinto que ninguém pode mudar. PARTE II


Palavras de uma nuvem ...
Um cenário um tanto autoexplicativo: um pôr-do-sol divino, uma varanda simples e nada confortável, uma xícara de café e uma menina. 
Sim, eu via naquela garota algo diferente, algo além de mim, além do presente, além do mundo. As folhas das árvores balançavam ela sorria, o vento se intensificava ela sorria, o café parecia derramar em suas pernas e ele continuava a sorrir, não precisei ir muito longe, para ter a resposta que já suspeitava. Em um simples movimento pude ver seus olhos, e aquele olhar me desarmou. Como poucos, um olhar carregado de amor, de paciência, fé e esperança. Naquele momento a árvore que se encontrava entre ela e o sol, parecia interpreta-la e se esforçava para deixa-la ver a linda despedida da tarde. Com os olhos, me dizia o quanto estava feliz por tê-lo em sua vida, o quanto ele a completava e o quanto ela já estava pronta para vivê-lo, com o amor que sentia conseguia ir além do que os outros podiam ver e o desejava como sua própria vida. Apreciava cada detalhe do dia e conseguia encontra-lo em simples fatos corriqueiros. Eu não duvidei, ela realmente o amava.
O vento me leva, mas o amor que aquela menina sentia, eu nunca seria capaz entender.


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