terça-feira, 30 de agosto de 2011

Mal acostumada


Cheguei exatamente ás 17 horas 37 minutos e 45 segundos, e a primeira coisa que fiz foi tirar aquela roupa pesada de cansaço, aquela bolsa cheia das coisas que eu precisaria para um dia normal: uma toalha, uma roupa fácil, uma lingerie preta meio clichê, perfume, maquiagem e um notebook pra uma leve partida de need for speed pra não perder o companheirismo das pistas, sem mais delongas me joguei na cama e como se estivesse à espera de algo, dormi - já não resisto ao meu cansaço -.  'Não acredito que ele foi jogar bola de novo e me deixou aqui'.  Ainda de olhos fechados, me faltava alguma coisa em meio aos lençóis, um vento frio que insistentemente resolvia me acordar pra realidade, se fez forte e pude ouvir seu ruído. Sentada na cama e sem palavras crio forças pra tomar um banho e por fim acordar. Minutos depois me dou conta do quanto estou mal acostumada a ser feliz e a saudade ganha um sorriso gratuito. 


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Não importa

Quando falta o ar, quando o pulmão dói, quando a sensação é de estar morrendo afogada, minha maior vontade é viver, viver e seja lá do jeito que for. Só quero me sentir viva. Não deixo (nem posso) que isso me vença, que isso seja maior, que cresça. Nunca me neguei as dores que sinto, só que hoje estão cada vez piores, minha cabeça vai explodir em segundos. Em um mundo onde sua maioria briga por poder, eu grito por oxigênio, (parece que de fato, ele não vai muito com a minha cara) eu também não queria precisa-lo tanto, mas meu corpo cobra isso e não respeita as minhas vontades. Aliás, nunca respeitou. Não há um só dia que eu não sinta dor, seja aqui ou aculá, eu só não preciso gritar que isso é uma verdade em mim, ja basta a sensação de inferioridade que isso me passa. E porque agora to aqui falando nisso? Alguém me explica, faz favor.  Uma total contradição, meu colega. Porque se eu não me levantar daqui agora e ir preparar uma nebulização é bem capaz que eu morra, sentada e confortável nesse sofá verde lodo com almofadas vermelhas.
Talvez sim pelo simples fato de que esse blog a uns dias se tornou um especie de refúgio, assim como meu namorado, meus livros antigos, as poesias de lord byron, a bíblia, o céu, as aulas de teatro, os alunos queridos que me recebem com um abraço. Agora me diga o que esta acontecendo? - Uma simples menina numa fase não consumada de depressão pós falta de ar. É, é isso. Ou não. Eu só estou cada dia mais cansada disso tudo, de ver meu namorado sendo meu enfermeiro, com uma carinha triste, se sentido impotente diante de mim e mesmo eu dizendo que não é, pedindo como criança pra que ele me cure, pelo menos por segundos, recebo em troca uma mão quente cheia de vida me dando forças e amor. Eu juro diante de toda fortuna do universo, ouros, diamantes, carros e luxo que não os preciso, só o abraço dele me basta e todo dia é uma prova de amor gritante que recebo, seja com um simples olhar querendo me tirar as dores, seja com um sorriso, com o silêncio, ou a simples ação de levar minha bolsa pesada nas costas (minha mãe diz que carrego uns quarenta quilos dentro dela) Agora imagina, um cara que leva esses quarenta quilos nas costas + uma namorada doente + Um projeto de encenação da faculdade + Um trabalho que estar por vir + Sol + Chuva + + +. Nem preciso dizer mais nada. Sinto muito, mas não vou desistir. Frágil como uma criança récem nascida e com a força de um leão levanto pra preparar a nebulização.


terça-feira, 23 de agosto de 2011

Criar sonhos e desejos,



'Vamos fazer amor? Agora fazer amor de verdade, de um jeito que nenhum dos dois consiga ficar, mesmo que por alguns minutos, longe um do outro. Fazer amor sincero, saboroso, feliz, sem dramas. Criar sonhos e desejos em cima ou fora da cama. Deixar que o silêncio nos una mais e que os sussurros, na hora certa, nos façam tremer e arrepiar.' Toma, cuida do meu coração me olhando como sua namorada, sua mulher, sua amiga, seu amor, sua princesa (costuma me chamar assim quando estamos sendo um). Porque agora eu consigo te amar mais, do que na hora que comecei esse texto.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

6 meses de amor,


Em você eu encontro tudo que preciso para continuar, tudo que preciso para acreditar que nada pode me fazer mal se você estiver comigo, encontro em você o que todos chamam de felicidade, encontro a cura das minhas dores nem que sejam por alguns minutos, encontro o abraço pra me proteger do frio, o homem forte, fiel e leal que ganhei á seis meses atrás e eu sei que hoje nada pode mudar isso, nada.  Minha felicidade eu encontrei no seu sorriso, no seu olhar, na sua voz, no seu jeito simples de me fazer sorrir e nada pode me fazer mal quando vejo você feliz.
Já disse que te amo, já disse que você é a pessoa mais perfeita pra mim, já disse que sou louca por você. Já te contei os meus sonhos, sabes meus segredos, já te falei o quanto você é especial na minha vida, o quanto és minha vida, mas eu não consigo parar de repetir isso tudo várias e várias vezes. Não canso de te fazer feliz e olhar a minha volta e pensar que de fato, tenho um namorado lindo, incrível, homem (em todos os sentidos), cheio atitude, cheio de vida, de amor, de luz. Entre seus xeirinhos e abraços de urso, me sufoco no ar que não tenho e no amor que transborda em mim. Nossos corpos, juntos, se fazendo um é como estar no céu e tocar a terra. Eu e minhas poesias, sem fim, enrrolando palavras quando o que eu quero dizer é que, eu te amo, não consigo sem você e obrigada pelos seis meses mais perfeitos da minha vida.

sábado, 20 de agosto de 2011

Ao som, ao gosto, ao cheiro



Em teus braços, seus abraços, meus. Quentes, protetores, felizes, completos, seus abraços meus. Meus abraços teus, entre amor e admiração. Onde não cabe terceiros, onde há luz, sonho, amor, o mundo é nosso, o presente vivo, o futuro espera. Entregue e única em teus braços. Meus beijos e sorrisos teus, meu coração e vida seus, você aqui: somos nós. Abraço de urso, grude, de amigo, amor, amante. Abraços nossos, razões pra amar, pra sentir e te olhar. Ser sua dentro de uma gama diversificada de váriaveis, ser sua porque nasci pra isso. Abraços ao som da sua voz, ao gosto dos seus beijos, ao cheiro do seu corpo. Em teus braços me sinto viva, em seus abraços sou eu, seus beijos meus. Meu amor todo e por mil anos seu.


Ao melhor abraço do mundo, ao amor da minha vida.
 

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Flores da vida guardadas na alma


As palavras produzem efeitos, mas não reparo na sua assiduidade. Quase sempre me surpreendo com coisas simples e por alguns instantes ponho a culpa na poesia que carrego. Acredite ou não, é um fenômeno psicológico que não consigo explicar. E, contudo a minha suscetibilidade extrema me obriga a dispor uma delicada atenção aos fatos. É natural que eu fale com animação e entusiasmo, gosto das flores da vida. Mas, nesse caso não há flexibilidade preciso parar com expectativas, guardar a flor na alma, é necessário. Antes cair das nuvens, do que de um terceiro andar.
“– O amor purifica e dá sempre um novo encanto ao prazer. Há mulheres que amam toda vida; e o seu coração, em vez de gastar-se e envelhecer, remoça como a natureza quando volta à primavera.” (Lucíola, José de Alencar)
Gosto dos capítulos poéticos são meu fraco. E esta reflexão, - uma das mais profundas que se tem feito, desde a invenção das borboletas, - me consola do mal de mim mesma. Sinto em mim um eco delicioso... Ao gritar a palavra amor, ouço de volta o seu nome. Trago um drama notável em minhas palavras, exagero imperial. Não importa, do meu coração á dentro tem um mundo infinito, um mundo eterno, superior, excepcional, nosso, somente nosso, sem leis, sem intuições, sem olheiros, nem escutas, um só mundo, onde só cabe eu e você em uma só vida, uma só vontade, um só amor. Não me entenda como possesiva ou dominadora absoluta, apenas me empolguei.
Ora, mas que concepção mesquinha, não a empolgação em massa, isso é fruto de um amor quente e vivo que sinto dentro de mim. Nunca me senti assim e fico em êxtase quando ele pulsa.  O que há entre a vida e a morte? Uma curta ponte. Quando me falta o ar, quando as dores tomam conta do meu corpo, parece absurdo, mas, sinto vontade de viver. Não sigo meus próprios conselhos como posso distribuir uma simpatia especifica para cada ser que aparece na minha vida? Começo a ficar patética e prefiro dormir.

Escrevo as minhas memórias. Lucíola é um livro forte, com uma personagem incrível, às vezes até real, típico de ficção urbana, promovendo uma crítica dos costumes do rio de janeiro no segundo império, diante de um passado de prostituição ela encontra seu verdadeiro amor e contudo, ele será capaz de esquecer tais marcas e aceita-la como um presente em suas mãos? Leitura indicada.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Frágilidade não é defeito, é consequência

Quando não consigo parecer forte: a têndencia é uma fragilidade sem fim, fico sem saber o que sentir, pensar, o que fazer, de fato. Tudo em mim faz questão de lembrar o quanto estou sensível diante das situações. Mas tudo é uma questão de ângulo, referêncial. A arte de -novamente- olhar pro lado e vê que não estou sozinha, me enche o coração. Lágrimas que caem e são mais fortes que eu, palavras nem um pouco poéticas, um consolo rude, real, que me abrem os olhos pra um sofrimento sem sentido. Não peço poesias, apenas mãos dadas. Apesar da força que me dedico a ter, as vezes penso ser a mais sensível das mulheres. Quando quero fugir de mim mesma, lá esta ele me econtrando e me fazendo voltar a realidade negada. Mas, esse lance de expectativa é sempre frustante e preciso trabalhar nisso, ainda não aprendi a lidar, confesso e choro novamente sei lá porque. Não vai mudar: só preciso dele por perto me pedindo pra parar e colocando um ombro a minha disposição, me concedendo um abraço, me envolvendo em seus braços fortes e com um olhar sedutor e apaixonante me dizendo: -Eu estou aqui- E... dentro de mim mesma sei que todo mundo já sentiu isso, o problema é a frequência e a intensidade que isso tem acontecido comigo. Mas aí a gente foge pra um mundo particular e começa a formar desenhos nas nuvens, tenta descobrir mais estrelas no céu. Até fecharmos os olhos, senti que já não há mais lágrimas e tudo volta ao normal. Como em um ciclo. Tenho estado tão menina ultimamente.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

E horror é uma gentileza

"Por que há tão poucas pessoas interessantes? Em milhões, por que não há algumas? Devemos continuar a viver com esta espécie insípida e tediosa? O problema é que tenho de continuar a me relacionar com eles. Isto é, se eu quiser que as luzes continuem acesas, se eu quiser consertar este computador, se eu quiser dar descarga na privada, comprar um pneu novo, arrancar um dente ou abrir a minha barriga, tenho que continuar a me relacionar. Preciso dos desgraçados para as menores necessidades, mesmo que eles me causem horror. E horror é uma gentileza."
(Charles Bukowski)

domingo, 14 de agosto de 2011

Coração pra enxergar além

Hoje enfim, achei parte da resposta que procuro. Digo parte pois sei que vou continuar buscando
incansavelmente. Deus, está aqui. Vontade não necessária, crendo no inexistente. Chorei, mas do que eu podia imaginar.  Uma ânsia de escutar as respostas do que não se pergunta. Uma angústia de não saber a quem perguntar. Como é difícil entender á mim, sem prejudicar eu mesmo... terrivelmente sufocante, poesia em ruídos. Preciso dar lugar a mim mesma, sinto. O olhei fixamente por instantes, meu segredo pessoal ao encontrar-me nele. Não há mais replys, new tweets, nem seguidores, em breve nem pessoas a serem adicionadas, nem scraps, sinto. Confesso um tédio que me consome, mas gosto da decisão tomada. Uma agenda sem compromissos, uma chuva que não para e um irmão que pode tudo: A doida visão da sobrevivência coletiva. Precisando de elogios diante de um ego frágil, cênico. Necessidades básicas enquanto, fênomeno leonino. Cinco sentidos para sobreviver? E quando os mesmos são falhos? - Não importa, tenho um amor pra vida toda e estou feliz. Lentes pra uma visão concreta, um coração pra enxergar além, óculos escuros que roubam a beleza do dia. Ei você, eu te amo.


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Versão 1.8

 Defitivamente não sei como é ter 18 anos, apenas quero lembrar e agradecer pelo dia maravilhoso que me foi proporcionado. Um sorriso pra vida e tudo começa a fazer sentido. Esse texto totalmente dedicado ao melhor namorado do mundo, que com todo amor e dedicação me fez/faz a mulher mais feliz do mundo hoje. Os detalhes do dia é total e particular meu, só meu, nosso, meu e dele. Olhar pro lado ver, sentir, respirar o homem incrível que tenho ao meu lado me deu forças pra encarar algumas felicitações negadas e denovo aprendendo com ele e com a vida: 'Não espere muito das pessoas'. Cada detalhe de hoje me foi convidativo a vida e sem muitas palavras, OBRIGADA MEU AMOR! Um mundo que se fez meu em segundos em um parabéns tímido cantado entre meus sorrisos e beijos. Acredite, não há presente melhor do que ter-te ao meu lado, do que ver o um sorriso teu, do que ouvir um eu te amo e saber que é verdadeiro em suas ações, não foi em vão seus esforços de hoje, eu estou feliz, muito feliz. Nem todos os 'parabéns' do mundo me fariam feliz se voce não estivesse aqui. Em minhas orações de agradecimento a Deus, só pedi que esse seja um dos muitos aniversários que passarei ao seu lado. E definitivamente adeus 17 anos, leve com você todas as lágrimas, todos os erros, guarde meus sorrisos e os dias maravilhosos com vivi com você, eu me perdoo e que esses 18 venham pra mim de braços abertos. Novas atitudes, decisões, talvez com uma maturidade exigida pela vida, mais não nego a menina que sou. Ultimos minutos de hoje e eu não quero dizer mais nada além de, obrigada meu Allex, eu amo você.



domingo, 7 de agosto de 2011

Hoje


Aonde você estiver estarei, esperando que esteja esperando também. Me pondo na rota certa. Por um minuto fecho os olhos pra mim, abro o coração pra ti e sei que posso me acostumar com isso. Vida minha. E se? Se eu... Se eu me perder de mim mesma, você estará aqui pra me encontrar? A alternância entre sentir falta e tê-lo aqui, o intervalo entre passar tardes no céu ao seu lado e um dia sem te ver, é um abismo que se abre dentro de mim mesma. Nem as nuvens, estavam dispostas a me consolar, o calor do sol enxugaram as lágrimas que cairam ao ler suas palavras, escritas com a alma. Nego meu. Me encho de alegria, fortifico-me em nós, ninguém- hoje -mereceu o primeiro lugar na minha vida, a não ser você. Aliás, á tempos ninguém merece. O rio que nos separa não é justo, talvez ele nunca tenha tido uma rio para amar, porque né. Mas, não exite em segurar-me as mãos e tirar-me o fôlego. Ficar sem ar ao seu lado e ver seus olhos tentando me curar é incrívelmente dívino. Anjo meu, grito aos quatro cantos do mundo o meu amor por você. O momento de viver a verdade e a realidade, é já, é agora. Muito mais que um refúgio pro meu ser, és o meu amor concretizado em vida. Porque 'Pra você guardei o amor' ganha vida em nós. 

Distância superficial: encarada com sucesso.

sábado, 6 de agosto de 2011

Ser flutuante


“Abrir meus braços pra te abraçar, é isso o que eu quero fazer agora, me refugiar nos teus abraços...
Olha, eu estou aqui pronta pra te agarrar caso caia, não tenha medo, de minhas mãos você receberá todas caricias, irei lhe apaupar lhe gestos de carinho, lhe provocando imensa sensação de conforto...
não se intimide, já decorei todas suas músicas preferidas para cantarolar lhe fazendo dormir. Não se sinta só, já me livrei do mundo pra lhe dedicar todas as horas do dia, não diga adeus, estarei aqui sempre, não partirei se quer por um segundo. Já pode relaxar, estou atenta a qualquer inimigo que possa lhe fazer mal, convoquei anjos da guarda pra cuidar de ti. Se adoecer, meu amor será seu remédio, caso não aguente, não se preocupe, não aguentaria ficar aqui sem você, irei junto. Se te ver chorar, não aguentarei segurar minha tristeza, então por favor, sorria pra eu poder ser forte. Se te fizerem mal, não controlarei minha raiva, e desobedecerei a ordem de Deus, não perdoarei quem lhe provocar tristeza. Se disserem que te amam, esconderei o ciumes... ... é porque te necessito ao todo.
não me diga tchau, eu nunca vou ir embora...Olha, se eu vier adoecer e não aguentar, me abrace que ressuscitarei. Caso me veja machucada, não se preocupe, é as marcas da tentativa de te proteger.
Passei esse pouco tempo aprendendosuas manias, seus detalhes e gostos, passei esse tempo traçando estratégias de lhe fazer feliz...Vem pra mim, deixa eu te cuidar?’’