segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Imunda, suja, vadia .


O mundo fez-se um vácuo, a cidade dorme, Exceto eu. O silêncio ensurdecedor se torna meu maior inimigo. Ainda posso sentir-te aqui, teu cheiro ainda é quente no meu corpo, a tua imagem é nítida e gélida. Preciso ocupar meus pensamentos com coisas que definitivamente valham a pena e você não é a melhor opção. Por muito tempo tranquei-me no seu mundo, nos seus desejos, vivi a sua vida, te escutei, enxuguei lagrimas dramáticas, comprei os seus cigarros e coloquei gelo na sua bebida, ocupei o mesmo espaço que o seu, lutei contra o que era certo para sermos um e no seu tempo vago me traia com as piores mulheres, com as piores palavras e atitudes. Se eu me arrependo? Talvez, não. Quando não acordamos com um copo de água gelada, acordamos com uma tapa na face e um gole de café com verdade, temos que acordar um dia. Um sonho feito de mentiras não dura à noite inteira. Vivi em prol de sentimentos vagabundos e me sinto imunda, suja, vadia. Mas, agora chega. A propósito, estou indo viver e não volto.

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