Hoje é o pior dia para um texto ou melhor pra boas palavras.
O vento é frio e magnífico, queria esquecer o dia de hoje, esquecer das palavras que ouvi, do que vi, do que é real. Preciso de café, muito café, rios de café. Hoje eu preciso de mim, do meu ser, do meu eu. Queria ter poderes de voltar ao passado, de refazer alguns fatos, de escolher o que viver. Entre olhares aleátorios, passos sem chão, coração aos pedaços, receba-me. Não pedi pra que sentisse a minha dor, não pedi nada que não pudesse dar. Quero viver o luto, sofrer é preciso. Sinto o meu senhor, pertinho, me abraçando, me pedindo pra voltar, me estendendo a mão e dizendo que ele, ele sim é o verdadeiro amor concretizado em vida, que ele é a solução. Minhas interrogações voltaram e isso não é bom, definitivamente. Hoje foi o primeiro dia, o dia em que sua voz se tornou ruídos terríveis pra mim, quebrou-me, robou-me, todos perguntavam o que eu tinha, calada e entre lágrimas quis sumir de mim mesma e cá estou, dentro de uma gama diversificada de variáveis querendo-me de volta. Lágrimas

