sábado, 18 de junho de 2011

Consciência particular

Cinza madrugada em uma tarde fria, eu quase posso tocar o silêncio. Eu nem me lembro mais, nem como, nem onde. É tão certo como o frio da chuva. Não tenho escolhas, estou nesse jogo. Na minha varanda, gélida, úmida, o vento é musica e companhia. Fotos, cartas, ursos, redes sociais, mensagens, memória, o perfume, a saudade, tudo se foi. Não tenho em mim uma marca que seja, consciência particular. Primeiro erros, defeitos mil - traves dos olhos caiam sobre terra, já - Eu cresci e nem sei por onde começar a ser adulta.
 As cores do dia me são convidativas a respirar. Se alguém perguntar por mim, apenas sorria e mude de assunto. Verdade fatal. Sorrisos ou lágrimas? Amor. Não quero me refugiar em uma canção. Meus pensamentos estão perdidos numa floresta desconhecida, medo ácido, ferida que se abre e queima dentro do fogo de mim mesma, lágrima que corroi, vontades que cortam como narvalhas. Voz triste perdida na imensidão, tão dificil entender, não quero sofer. Por favor, alguém me tira daqui. O que eu costumava ser, eu não sou mais e por um momento, cadê eu?
Talvez eu não mostrei todos os modos possíveis de o quanto eu me importo, ou. 'Em meus braços, não olhe pra baixo, não olhe pra trás, estou ao seu lado'. Lute comigo, vamos encontrar uma maneira.
 
Continua ...

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