quinta-feira, 7 de julho de 2011

Vozes II

Você é hilário. Me recuso a aceitar sua cegueira momentânea. Como se atreve? As  luzes da cidade estão magníficas sua escuridão pessoal é que não te deixa enxergar. Olhe fixo você consegue. É, eu tenho a oportunidade de ser quem eu quizer, uso isso em meu favor. Felicidade? Não me atrevo a definir. Amor? (pausa, silêncio ensurdecedor) Ah, desculpe meus pensamentos me roubam ás vezes, será que quando perguntam sobre amor a alguém eu também sou lembrada, será que o primeiro pensamento sou eu? Não me responda. Prefiro não estragar essa noite, as luzes estão cada vez mais lindas, pena que você não se permite. Se sou uma mulher realizada? Sim, estou realizada. Faço o que amo, me sinto amada. Isso é o que importa. Calma, estou tentando recordar ... Não lembro se era primavera, verão, outono; Inverno talvez. Sim! inverno, mais por incrível que pareça fazia um sol escaldante. O clima aqui nunca condiz com a estação. Tem um cigarro? Ah, não fuma? Nem eu, nem sei porque pedi. Foi um beijo incrível, tipo eu nasci. Olho no olho. São lembranças reais. Quer o meu casaco? ta frio mesmo. Não, eu gosto do frio, da chuva, da neve, da neblina, na verdade me sinto viva nesse clima. Poesia, sonetos? Sim, eu gosto mais prefiro tudo isso acompanhado de café. Ha, obrigada, não gosto muito dos meus cachos, não me sinto segura, mas nem tente me entender. Sabe, eu nunca pensei que pudesse depender tanto de um sorriso pra viver, nunca pensei que seria tão gostoso precisar de um abraço, beijo ou olhar, tudo isso de uma única pessoa, não é incrível? Sim, falo dele. Não ria de mim, pessoas apaixonadas são bobas e você devia se permitir, é bom amar. Poético não? Vamos, não ria de mim estou tentando manter a seriedade esta noite. Chame aquele homem do algodão doce, por favor, á tempos não como isso ... Nossa, tinha até esquecido o gosto desse doce. Aceita? Hey, me fale de você, conversamos tanto e nem sei seu nome, você parece triste.

Nenhum comentário:

Postar um comentário