Em meio a tantos caminhos expostos escolhi, talvez, o mais complicado e me tenho aqui, dentro de mim mesma, agoando imaturidade com poesia. Permaneci escondida, sai sem olhar pra trás mas, de algum modo não desfeita em pedaços. Livre e com vozes na alma. Minha briga favorita era com humanos, em palavras ou atitudes vingativas, hoje luto pela honra do que sinto. Não há motivos pra parar, cometi o erro de supor que aquilo seria o fim, pensei que aquele anel quebrado era a mostra dos últimos segundos. Confesso que sinto falta dele me fitando como um grito de vida e sendo minha fortaleza materializada. Um anel e só: porque nada se compara a respirar o ar um do outro e se fazer único dentro de um olhar agonizante de desejo. Envolvida aos cuidados de um anjo, que não dorme enquanto tudo esteja bem me desespero e sempre exijo mais, sufoco e acabo sendo culpada e vítima ao mesmo tempo, vítima dos meus próprios e eufóricos sentimentos e culpada daquilo que me renega.
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