Quanto a realidade te da um tapa na cara e te faz acordar... Estávamos no meio de uma discussão (que já parecia sem fim) e que claro, eu comecei. Sim, gosto de conversar discutindo, sobre coisas que acredito ou que me incomodam, assim, as claras, sem meio termo. E como sempre, perco o jogo, o chão, a luta, os argumentos; Mais uma vez, pelo meu já conhecido ciúme, ciúme de ex pra ser mais óbvia. Porque não entendo como alguém que nos fez mal no passado é re-adicionado no facebook. (Sim, mais uma vez o facebook, maldito seja). Porque, eu perguntava. E em ligeiro cinismo ele fingia desconhecer os fatos. Ele tinha uma parcela de culpa, isso já estava consumado pra mim. Mas, lá vem seus argumentos, lá vem palavras de mágoa, dos dois lados, rancor, dor, raiva, amor, uma gama diversificada de sentimentos e confusão ao mesmo tempo. Nós não estávamos conversando sobre isso? Porque estamos brigando por aquilo? Sempre assim.
- Entretanto, eu tenho que perder esse jogo não é mesmo? Então que comece a sessão de argumentos contra tudo o que penso e brigo; - Você é a titular, você é a mulher que dorme comigo todas as noites, você é a mãe do meu filho, minha companheira, a mulher que eu amo, pra quê tanto ciúmes Liliane? Se eu tivesse que te trair não precisaria de facebook. (Isso é verdade, convenhamos)
Pra variar, convencida de que estava errada, de que também tinha vários exs (nem tantos assim) adicionados, de que o estava sufocando mais uma vez, sufocando o homem da minha vida, meu amor, o pai do meu filho, meu marido. Termino em lágrimas e me sentindo ainda mais infantil do que quando comecei a briga. Pra quebrar arrancar ainda mais minhas forças, um beijo na testa, aquele de sempre, que fala mais que mil palavras, que me deixa segura, que me faz a mulher mais linda do mundo.

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