‘Tocando temas com o piano desafinado’. Sempre fugindo das melindrosas lembranças, uma lágrima e só, não podia se mostrar frágil, quebrável e fraca. Escondida á luz de quem realmente era se fazia túmulo dentro de si mesma. Velava seu próprio eu, enquanto todos amavam, desejavam, se baseavam em sua alegria e conselhos. Sim, ela sorria. Não, ela não seguia seus próprios conselhos. Cinza por dentro, radiante por fora. Até que ...
- Você já pode se desarmar, eu estou cá, para amar-te, cuidar-te e defender-te, eu estou aqui.
Adeus ó armas, ó prontidão pra guerra, ó palavras, ó sombras. Elevou-se um brilho. Quanto tempo esperou pra vestir a roupa de princesa, agir como uma e usar o diadema feminino ao qual foi privada nesses anos. Último brado de solidão, o lírio nasce nos vales e com cativas pétalas, esbanja um raio de suave graça. Sim, ela renasceu e está entregue aos teus cuidados, ó cavalheiro valente, esquece o teu passado, se desfaz de vez, põe fim, lá está a beleza da flor arrebatada, cuida, pois e não a devolve a solidão, compreende-a, fortifica-a, concede-a ao teu amor. E tu, tu mesmo menina mulher, enxugue tais lágrimas mesmo que sejam de felicidade, olha pro lado, ai está a sua nova vida.

Forte e intenso como a minha querida Liliane. Um reflexo bem nítido de quem ela é e de seus sentimentos.
ResponderExcluir