Quando não consigo parecer forte: a têndencia é uma fragilidade sem fim, fico sem saber o que sentir, pensar, o que fazer, de fato. Tudo em mim faz questão de lembrar o quanto estou sensível diante das situações. Mas tudo é uma questão de ângulo, referêncial. A arte de -novamente- olhar pro lado e vê que não estou sozinha, me enche o coração. Lágrimas que caem e são mais fortes que eu, palavras nem um pouco poéticas, um consolo rude, real, que me abrem os olhos pra um sofrimento sem sentido. Não peço poesias, apenas mãos dadas. Apesar da força que me dedico a ter, as vezes penso ser a mais sensível das mulheres. Quando quero fugir de mim mesma, lá esta ele me econtrando e me fazendo voltar a realidade negada. Mas, esse lance de expectativa é sempre frustante e preciso trabalhar nisso, ainda não aprendi a lidar, confesso e choro novamente sei lá porque. Não vai mudar: só preciso dele por perto me pedindo pra parar e colocando um ombro a minha disposição, me concedendo um abraço, me envolvendo em seus braços fortes e com um olhar sedutor e apaixonante me dizendo: -Eu estou aqui- E... dentro de mim mesma sei que todo mundo já sentiu isso, o problema é a frequência e a intensidade que isso tem acontecido comigo. Mas aí a gente foge pra um mundo particular e começa a formar desenhos nas nuvens, tenta descobrir mais estrelas no céu. Até fecharmos os olhos, senti que já não há mais lágrimas e tudo volta ao normal. Como em um ciclo. Tenho estado tão menina ultimamente.
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