domingo, 2 de janeiro de 2011

02/10/2010. 23 horas e 30 minutos.

Doce estranho invasor. Em alguns cliques em orkuts alheios algo me chamou atenção. MLVS é o nome dele. Algo em comum?    Nem precisei ir muito longe para responder tal pergunta, o gosto musical apurado era tudo o que eu sabia daquela pele branca, olhos claros, cabelos lisos e sinceridade e verdade perceptíveis. Achei-me louca ao adicionar e tive um medo frenético de tudo parecer bizarro aos seus olhos. Logo tive a resposta de que tudo ocorrera bem, com uma carinha sorridente em minha pagina de recados, sem palavras de sua parte, mas sua mínima manifestação me trouxe um alívio intenso. Talvez esteja exagerando, pensei. Mas a sede de descobrir meu futuro melhor amigo era tanta que não liguei para o deserto e o sol escaldante de uma internet extensa. Eu precisava dizer algo afinal tinha adicionado primeiro, mas por onde começar? O que dizer? Oficina g3. Não precisei escrever mais, logo trocamos MSN primeiras conversas. Foi tudo tão intenso como um primeiro beijo. Conversas e mais conversas, tínhamos mais coisas em comum do que eu pobre mortal poderia imaginar. O descobri aos poucos e logo já sentia falta, pensava e ria sozinha com nossas besteiras e espontaneidades, precisava ao menos de um oi, penas um oi, uma saudação, somente. Hoje não é diferente, mas me pergunto como alguém pode confiar, querer, precisar, acreditar, sentir-se bem e segura na companhia de alguém que nunca viu pessoalmente, nunca. A nossa distância se torna superficial quando conversamos. Acredito nessa amizade. Seus conselhos me abrem os horizontes, queria ter o dom das palavras, ser poeta e escrever as coisas mais doces que possam traduzi-lo, mas do poeta eu só possuo os óculos. Como poucos. Sincero, verdadeiro, lindo (mentira), intenso... Intenso, amável, agradável, afável, divino, em processo de perfeição, insuportavelmente, terrivelmente, inesquecívelmente lindo, tão fofo, tanta presença. Espero que acredite e confie nos meus meros sentimentos. Só te peço uma coisa, não me deixe nem me esqueça, prometa? Não agüentaria perder parte de mim.

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