domingo, 23 de janeiro de 2011

Não me leve de mim, leve-me até mim.

Lembro-me do pôr-do-sol, lembro-me de cada palavra que sempre vinham acompanhadas de beijos intensos, éramos um e o erro não foi seu não foi meu nem de ninguém. Estou cá desolada e entre lágrimas. Eu sei que me amas e sabes que é recíproco, quero-te de volta aqui ao meu lado, me dizendo o que fazer, tendo crises de ciúmes e me chamando de sua. Quero tomar o seu café, tenho vontade do seu cheiro, te vejo andando pela casa e perguntando – amor, onde estão minhas meias, minha carteira e meu juízo. E as lágrimas caem, volto à realidade e sei que não está aqui. Não me leve de mim, leve-me até mim. Espero-te todas as noites e no mesmo lugar, o lugar onde nos beijamos pela primeira vez. Estou presa numa roda gigante que insiste em rodar, Imploro-te perdão e peço-te que volte e devolva a minha vida.

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